



A viagem até Puerto Rio Tranquilo não foi tão tranquila assim. Após a Villa Cerro Castillo a bela Carretera Austral estava repleta de estrada de chão, buracos, pedras e muitas curvas. Foi em uma destas curvas, que, ao deixar passar uma caminhonete, nosso ônibus foi muito para o lado, ficando totalmente inclinado para a direita, próximo a um precipício.


De lá não conseguimos mais seguir viagem por um bom tempo. Todos os passageiros tiveram que desembarcar do ônibus. “Estamos perdidos na Patagônia Chilena”. Depois de quase 5 horas esperando por auxílio, avistamos uma Van branca, nossa possível salvação.

Corremos até ela e, felizmente, conseguimos uma carona juntamente com outros amigos chilenos até Rio Tranquilo. Percorremos mais de 200km, em mais de 4 horas, sentados nos chão da Van (não tinha banco na parte de trás) em meio a muitas curvas, buracos e paisagens maravilhosas, com lagos de cores vibrantes e montanhas cobertas de neve ao fundo. Nossa sorte foram nossos amigos chilenos, que trouxeram para a viagem deliciosas cerejas e serviram como guias para o restante do caminho.




Quase não acreditamos, quando enfim, já no final da tarde, conseguimos descer. Mesmo sob o céu cinza, vimos a nossa frente um lago com uma cor azulada inacreditável. Muito lindo!!! Tínhamos chegado ao Puerto Rio Tranquilo.







Domingo pela amanhã, juntamente com um casal da Alemanha fomos até o mirador da região. Cachoeiras, lagos e montanhas faziam parte do maravilhoso cenário da região de Aysén. Após 1 hora percorridas de van e mais meia hora de subida a pé chegamos ao mirador. De lá conseguimos avistar as geleiras de um lado e o lago do outro. Realmente havia valido a pena a subida até lá.





O passeio às cavernas de mármore ficaram para próxima vez. O único meio de voltarmos era uma Van que saía de lá às 2h da tarde. O próximo transporte era somente na 4ª, quando já devíamos estar em Santiago. Após o almoço (sopa de marisco p/ Gui) fomos de Van em direção a Coyhaique. Mais de cinco horas até lá...


Desta vez procuramos outra hospedagem: Las Salamandras (cerca de 2km do centro da cidade). O lugar era muito bonito, porém não havia serviço de restaurante e a água do banho estava gelada.


Na segunda fomos até a pedra El Índio, em Coyhaique. De lá pegamos um transfer, que depois de inúmeras voltas pela cidade deixou-nos no aeroporto de Balmaceda.






Passamos a noite em Santiago, vista linda da cidade do único hotel que pegamos durante toda a viagem.




Dia 20 fomos para as praias do Oeste: Valparaíso e Viña Del Mar. Não encontramos nenhum “paraíso” na cidade, que a primeira vista cheirava peixe e não parecia ter nada muito atraente. Pegamos um ônibus até Viña, onde optamos por um tour pelas duas cidades, que apesar de próximas, são muito distintas. Vinã possui uma melhor infraestrutura, enquanto que Valparaíso é considerada um patrimônio da humanidade, com vários prédios históricos e casas coloridas construídas na montanha. Há 15 elevadores de onde é possível ir da cidade baixa para a alta.









Visitas a parques, monumentos históricos, praia, almoço com vista para o mar, videiras, pôr do Sol maravilhoso... mas nada comparável às belezas do Centro Sul do Chile.





Mais emoção para pegar o ônibus em direção ao aeroporto. Descemos correndo as escadas no metrô para tentarmos parar o último ônibus naquela direção. Conseguimos. Passamos a noite no aeroporto até pegarmos o avião, pela manhã, com destino a Curitiba.





Pouco mais de 3h da tarde estávamos de volta a nossa cidade, debaixo do céu cinza, típico da cidade.
Na mente as lembranças de uma aventura inesquecível, de 0 a 30 graus, em baixo de Sol, chuva, neve e belíssimas paisagens. Fica ainda a certeza do retorno, desta vez, apenas para a região da Patagônia, onde há muitos caminhos para percorrer.
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